sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Para os pais, trauma da UTI neonatal pode durar


Um novo estudo da Escola de Medicina de Stanford, publicado no jornal Psychosomatics, acompanhou 18 pais com essa característica, tanto homens quanto mulheres. Após quatro meses, três tinham diagnóstico de TEPT, e sete foram considerados com alto risco para desenvolver a doença.

Em outro estudo, pesquisadores da Universidade Duke entrevistaram os pais seis meses após a data de nascimento de seus bebês. Os pesquisadores os avaliaram em três sintomas de estresse pós-traumático: evasão, falta extrema de sono e flashbacks ou pesadelos. Dos 30 pais, 29 apresentaram dois ou três dos sintomas, e 16 tinham todos eles.

"A UTIN era parecida com uma zona de guerra, com os alarmes, os ruídos, a morte e as doenças", disse Roscoe. "Não se sabe quem vai morrer e quem voltará para casa saudável".

Especialistas dizem que pais de bebês da UTIN passam por múltiplos traumas, começando com o parto prematuro, que é muitas vezes inesperado.

"O segundo trauma é ver seu próprio bebê sendo submetido a traumáticos procedimentos médicos, e também testemunhar outros bebês passando por experiências similares", disse o autor do estudo de Stanford, Dr. Richard J. Shaw, professor-associado de psiquiatria infantil em Stanford e no hospital infantil Lucile Packard.

"Em terceiro lugar, eles frequentemente recebem notícias ruins em série", explicou. "As más notícias continuam chegando. É diferente de um acidente de carro, uma agressão ou um estupro, onde você experimenta um trauma único e tudo acaba, então você tem de lidar com aquilo. Com um prematuro, sua experiência volta toda vez que você olha para seu bebê".

Abby Scharader e sua parceira, Sharon Eble, tiveram gêmeos com 23 semanas. Duas meninas, nascidas com meio quilo cada, enfrentaram uma seqüência de eventos quase fatais. "Éramos constantemente questionadas se queríamos desligar os aparelhos", disse Schrader, da Filadélfia.

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